Mercadante: “Lula e o Brasil não merecem isso”

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Ex-ministro dos governos Lula e Dilma destaca em nota que, após o golpe que tirou Dilma Rousseff do poder e a aprovação da reforma trabalhista, que retira direitos históricos dos trabalhadores, o povo enfrenta a "injustiça que tenta retirar os direitos políticos do presidente com a melhor avaliação da história"; "O Lula e o Brasil não merecem isso: uma condenação sem prova que certamente será revertida em outras instâncias da justiça", diz ele

Moro proíbe Lula de exercer cargos públicos por 19 anos

: <p>Sergio Moro e Lula</p>

Na decisão que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 9,6 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o juiz federal Sérgio Moro também determinou que ele fique impedido de ocupar ou exercer cargo ou função pública por um período de 19 anos, além do pagamento e multa no valor de 669,7 mil; decisão de Moro, contudo, ainda precisa ser confirmada em segunda instância; Lula poderá recorrer da sentença em liberdade

Moro condena Lula a nove anos e meio de prisão

 

Edilson Rodrigues/Agência Senado | REUTERS/Leonardo Benassatto

Mesmo sem ser dono do chamado triplex do Guarujá, que pertence à empreiteira OAS, o ex-presidente Lula foi condenado nesta quarta-feira 12 pelo juiz Sergio Moro a 9 anos e meio de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro; segundo a denúncia do MPF, Lula teria recebido R$ 3,7 milhões em propina por conta de três contratos entre a OAS e a Petrobras; a reforma de um apartamento no Guarujá e do pagamento do armazenamento de bens de Lula seriam parte desse benefício, segundo o MPF; no último dia 20, a defesa do ex-presidente sustentou, em suas alegações finais no processo, que a OAS não tinha direitos para repassar o triplex a Lula, uma vez que todos os direitos econômicos e financeiros sobre o imóvel foram passados para um fundo gerido pela Caixa Econômica Federal

Nota da FETAPE E FETAEPE sobre a aprovação da Reforma Trabalhista

Desesperar, jamais! Aprendemos muito nesses anos
 
Hoje, o Brasil acorda mais pobre, do ponto de vista democrático e no que diz respeito ao acesso do seu povo a direitos fundamentais para uma vida com dignidade. O Senado, assim como fez a Câmara, desprezou a voz das ruas. Como quem “vende a alma ao demônio”, 50 parlamentares votaram sim para a precarização das relações de trabalho. Admitir que, desses, dois (Fernando Bezerra Coelho e Armando Monteiro) são “representantes” de Pernambuco é vergonhoso.

A votação da Reforma Trabalhista PLC 38/2017 foi mais uma grande afronta aos homens e mulheres que, com a força do trabalho, promovem o desenvolvimento do nosso país. O processo de retrocesso vivido pelo Brasil se acelera. Porém, o momento não é de baixarmos a cabeça, mas de ocuparmos as ruas, como sempre fizemos. Eles falam da retirada do imposto sindical para nos fragilizar, mas nós afirmamos que o que nos move é algo muito maior. O que nos move é uma história de resistência e de luta por direitos. Algo que não adormece ao se perder uma batalha, mas, muito pelo contrário, se fortalece a cada injustiça cometida.

 

Reafirmamos, hoje, o nosso compromisso com a nossa gente. Vamos usar a nossa representação e a nossa representatividade para olhar para o futuro, que por mais desafios que possa trazer, também mostra possibilidades. A urna é o local onde o nosso “grito” fica mais forte. Estaremos repassando informações para a nossa gente, para que aqueles que têm votado contra os trabalhadores e trabalhadoras não voltem. Como sempre dizemos: “Não se iludam, o nosso povo tem memória”.  

 

 

Direção da FETAPE (Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado de Pernambuco)

Direção da FETAEPE (Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados Rurais de Pernambuco)

 

 

Senadores aprovaram a reforma trabalhista e matam a CLT.

Depois de muitas horas de protesto e resistência de senadoras da oposição, que ocuparam a mesa da presidência do Senado para impedir a votação da reforma trabalhista de Michel Temer, os senadores aprovaram o texto-base da proposta, que restringe direitos históricos dos trabalhadores, por 50 votos a 26; entre as medidas de maior destaques estão o acordado entre empregados e empresários sobre o legislado, o que deixa em segundo plano os direitos previstos na legislação; ex-líder do PMDB, agora integrante da oposição, o senador Renan Calheiros discursou: "estamos vivendo o pior momento deste Senado Federal"; direitos dos trabalhadores foram retirados por um governo ilegítimo que deu um golpe                      

FHC diz que Temer ainda tem tempo pra renunciar e chamar eleições

Fernando Henrique Cardoso voltou a defender a renúncia de Michel Temer; para o ex-presidente, o peemedebista deveria aproveitar o momento para propor mudanças políticas; para o tucano, caso Temer continue no cargo, seu governo pode ficar insustentável; "Espero que ele possa entender que é agora ou nunca. Ou ele resolve agora a ideia de movimento, e convoca coisas novas, se é que há tempo, ou então…Ele pode ficar, mas não governa mais. Temos que virar a página. Se ele não virar a página, a página vai virar", previu                         

Senadores aprovam reforma trabalhista e matam a CLT

 

Depois de muitas horas de protesto e resistência de senadoras da oposição, que ocuparam a mesa da presidência do Senado para impedir a votação da reforma trabalhista de Michel Temer, os senadores aprovaram o texto-base da proposta, que restringe direitos históricos dos trabalhadores, por 50 votos a 26; entre as medidas de maior destaques estão o acordado entre empregados e empresários sobre o legislado, o que deixa em segundo plano os direitos previstos na legislação; ex-líder do PMDB, agora integrante da oposição, o senador Renan Calheiros discursou: "estamos vivendo o pior momento deste Senado Federal"; direitos dos trabalhadores foram retirados por um governo ilegítimo que deu um golpe                      

Apagão totalitário de Eunício mostra governo nas trevas

Edilson Rodrigues/Agência Senado

"Foi sintomático Eunício Oliveira, o Índio da Odebrecht, mandar desligar as luzes e os microfones do Senado quando algumas bravas senadoras ocuparam a mesa para impedir a votação da reforma anti trabalhista. Foi um ato falho do presidente do Senado. Ele mostrou como ele e seu grupo gostam de agir: no escurinho do Senado. Nas sombras. Nas trevas", diz o colunista Alex Solnik; para ele, "o apagão de Eunício encerra o apagão autoritário que tomou conta do Brasil desde o dia em que o grupo de Temer tomou o poder"; "Esse apagão é o fim da luz no fim do túnel, se é que havia alguma", constata