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Improbidade administrativa: O prefeito do Rio de Janeiro é acusado de favorecer igrejas evangélicas durante administração; Justiça acolheu denúncia do Ministério Público

Do Último Segundo

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, tornou-se réu por improbidade administrativa após denúncia do Ministério Público. Na decisão, o juiz Eduardo Klausner, da 7ª Vara de Fazenda Pública do Rio, acolheu as acusações feitas contra o político por supostamente beneficiar  pessoas ligadas à igreja evangélica da qual é bispo licenciado.

Em julho,  Crivella teria se encontrado secretamente com pastores e líderes evangélicos no Palácio da Cidade, sede da prefeitura, fazendo promessas para beneficiar as pessoas ligadas àquela igreja. Logo depois de ser descoberta a reunião ilícita, o MPRJ fez a ação pública para denunciar a conduta do político. 

Segundo a ação, o gestor municipal feriu o princípio do estado laico, expresso no artigo 19 da Constituição da República, que determina a separação entre Estado e religião , garantindo liberdade religiosa.

Para o MPRJ, o prefeito ainda “extrapolou todos os limites do razoável” em diversos atos durante a gestão e, portanto, a promotoria deseja dar fim à concessão de privilégios a um único grupo religioso.

No dia 4 de julho, houve a reunião entre o político com pastores e líderes de igrejas evangélicas no Palácio da Cidade. Em um áudio gravado nessa ocasião, o prefeito do Rio oferece “apoio” aos fiéis para que realizem cirurgias de catarata pelo sistema público de saúde e também para “resolver problemas com o IPTU”.