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Daniela Lima – Painel; Folha de S.Paulo

No fim da última reunião da cúpula do PT na noite deste sábado (4), o nome de Fernando Haddad já era tratado como única opção para a vaga de vice de Lula. O ex-prefeito de São Paulo tem o apoio da maioria na executiva do partido e as bênçãos do ex-presidente, que já teria dado sinais e, inclusive, redigido mensagem com essa orientação. O empecilho ao anúncio é o PC do B. A sigla resiste a fechar aliança com o PT sem ocupar um posto na chapa para a eleição presidencial.

Nos últimos dias, a tropa pró-Haddad foi encorpada por nomes de peso no partido, como Márcio Macêdo (SE), José Guimarães (CE) e Emidio de Souza (SP).

Os petistas escalaram um grupo para negociar com o PC do B. Argumentaram que, com o deslocamento de Ana Amélia (PP-RS) e Germano Rigotto (MDB-RS) para as vices de Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB), respectivamente, Manuela d’Ávila (PC do B-RS) seria fortíssima candidata ao Senado.

O PC do B não recebeu bem a oferta. Num cenário em que o PT decida mesmo bancar Haddad como vice de Lula, os comunistas ameaçam não abrir mão da candidatura de Manuela, com o discurso de que ela estaria dando visibilidade à legenda.

O PT aposta, porém, no peso dos acordos regionais que fechou com o PC do B em diversos estados. Sem essas alianças, os comunistas poderiam ter maiores dificuldades para superar a cláusula de barreira.